Não sei escrever sem entrega, sem alma, sem encarnar o personagem – sem sofrer a sua dor, sem suspirar no seu prazer ou exasperar na sua ansiedade.

Não o sei fazer porque nunca tentei – recuso-me.

Um dia disseram-me que escrevo “em carne-viva”. O melhor elogio que podia ter recebido. Se dói? Porra!, dói profundamente; já escrevi com lágrimas sangrentas a escorrerem-me no rosto, com suspiros profundos de angústia. Sim: foi em escrita espelhada, em que falei de alguém amado, para alguém que partiu ou sobre algo esvanecido.

Como também me ri à gargalhada ou me excitei.

Sou crua na escrita, sou entregue nas palavras.

Não sei ser diferente, não quero ser diferente.

Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

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