Cada indivíduo tem as suas motivações para começar um blog.

Quando criei este recanto, os meus objectivos estavam delineados: o blog seria uma montra dos meus escritos e um espaço de venda indirecta dos meus livros. Seria a base da minha plataforma de autor, um instrumento a servir os meus propósitos. Mas em poucas semanas isso mudou: ganhei amor pelo recanto, nunca aqui escrevi por obrigação ou contrariada.

Adoro escrever para o blog, as conversas que os artigos originam, adoro sentir o carinho e reconhecimento que vou recebendo. *obrigada*

Mas, como disse, apesar do blog ter nascido como instrumento e ter evoluído para relíquia, nunca perdeu o objectivo de ser uma estratégia de marketing. Estratégia discreta, por opção – não gosto de marketing agressivo e não gostaria de olhar para o meu recanto como uma “loja” em vez do que é: um espaço de escrita e inspirações. O meu Lar de ser-escrevente.

Das muitas leituras que vou fazendo na área da auto-publicação e de marketing um conselho é transversal: devemos investir na nossa plataforma de autor. Isso leva a que os leitores, potenciais compradores e, eventualmente, editoras, nos olhem de forma mais “séria”. Não quer isto dizer que um escritor tenha de ter plataforma. Quer dizer que, a ter, deverá ser cuidada.

Quando planeei o meu percurso de escritora auto-publicada, investir financeiramente no blog esteve sempre previsto; opções pagas permitem acesso a funcionalidades não disponíveis nas gratuitas. O que aconteceu agora: comprei um domínio e fiz o upgrade do plano que uso no WordPress.

A fase seguinte? Planificar a página, activar funcionalidades, configurar menus, widgets, …

Foi todo o fim-de-semana dedicado à parte técnica do blog, Todo o fim-de-semana, minha gente!

Quem visitou o blog desde ontem (se não, depois de ler o artigo é ir à página inicial) percebeu que mudei o visual. Quanto tempo demorei? Quinze horas. Porquê? Porque tinha 290 temas disponíveis!

Reduzi o número filtrando por funcionalidades e, claro, por estética. Mas enquanto testava versões, apareciam novas opções e novas ideias. Parecia um yô-yô: ora encolhia o leque de opções ora aumentava; para cima, para baixo, para cima,…

Quando finalmente reduzi a lista a 5 temas, decidi fazer nova ronda pelos 290 – afinal, já sabia exactamente o que queria, precisava testar tudo. *perfeccionista, lembram-se?* Encolhi a lista a 3 temas e desses – ao contrário do que temia – foi rápida a eleição do tema final.

Depois de alterado o tema, foram mais umas poucas horas a arrumar esta casa.

UPDATE, 26.Fev.18 – Passados uns dias deste artigo, apercebi-me que andei estes meses todos da plataforma WordPress errada! O que eu precisava – plug ins e algumas funcionalidades – estavam disponíveis gratuitamente no wordpress.org e o meu host era o wordpress.com. Pedi reembolso do upgrade (tinha 30 dias para o fazer) e migrei para o wordpress.org. Portanto, as horas que gastei no acima descrito… foram para nada. Mais um erro mais uma aprendizagem.

Aproveitando a maré de arrumações, decidi rever e actualizar as categorias e etiquetas. Depois de as listar, fui aos 89 artigos publicados e, em cada um, fiz a actualização.

E já que estava com a mão na massa, fui à base de dados das fotografias e eliminei as que estavam a mais (e aprendi a lição: se fizer upload de imagens para um artigo e depois mudar de ideias, é apagá-la imediatamente).

Gostava de ter terminado a configuração e arrumação do blog, mas um fim-de-semana não foi suficiente. O plano agora é aprender CSS (que do assunto só sei escrever a nomenclatura) para personalizar o blog e, finalmente, inserir um formulário giro para a Newsletter – por falar nisso, já subscreveram? Além de ser interessante, ofereço um conto. Vá, juntem-se ao clube.

E assim passei o meu fim-de-semana. Não me estou a lamuriar, apesar de ter tido momentos exasperantes, é o meu projecto, a minha plataforma de autor; é o brotar da minha carreira de escritora – aquela que estou a construir aos poucos, sem ambições iludidas e com muita dedicação.

Não sei o se o meu futuro de escritora será generoso e sorridente, se virei a ser reconhecida, mas não é isso que me motiva a escrever. Escrevo porque sou um ser-escrevente.

Para estar visível no mercado, criei uma plataforma de autor, onde o blog é rei. Adoro o espaço, a rotina, adoro ser blogger. Porém, Ser Blogger podia ser só escrever, mas…

Créditos de imagem: Unsplash


O meu livro de contos, disponível AQUI

Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

12 Comments

  1. Obrigado. Você me respondeu algumas perguntas, sem que eu a perguntasse. Por exemplo, a ideia de ter um blog pago ou gratuito. Se possível, depois de um tempinho utilizando o domínio gratuito, escreva algo sobre a experiência. Valeu mais uma vez.

        1. Domínio é o “terreno” do blog. Na versão gratuita será algo xxx.wordpress.com, quando se compra o nosso, o nome do serviço cai. Agora sou só: “www.bastidoresdaescrita.com”

          O plano é o serviço contratado no WordPress (ou outra plataforma), todas oferecem um plano e a possibilidade de fazer upgrade com outras funcionalidades incluídas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *