Sala em penumbra, iluminada pela chama dançante da vela. O vinho apimentado disfarça a sede de prazer.
Pedro Abrunhosa canta, intimista. Para mim, sobre mim.

Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.

Olho-me através dos teus olhos, tento ver o que vês – o que tens escancarado à tua frente.
Finges-te cego, isento. Resistente.
Os teus olhos radiantes, intensos como lava, olham os meus, dilatados, rendidos.
Olhar silencioso, fixado, destemido. Confronto.

O que vês? Quem vês?

 

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Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

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