Para um ser-escrevente, as emoções e sentires limiares – paixões, perdas, conquistas, amor, luto – são aliados. São matéria-prima da nossa arte.

Escrevo com sentires na ponta dos dedos e, por vezes, na cegueira da emoção. Escrevo com profundidade, escrevo com entrega – escrevo consciente ou alheada minha *adorada* escrita-insana.

Escrevo sobre paixões inebriantes – já as vivi.  Escrevo sobre a beleza do amor – já o vivi. Escrevo sobre amores fracassados – já os vivi. Escrevo sobre a lancinante dor da perda – já a vivi.

Escrevo textos soltos, sem estrutura e, por vezes, pequenos textos ritmados – poemas. Hoje trago um deles, escrito na dor; escrito em formato não natural em mim mas, pontualmente, espontâneo (como aqui).

Escrevi de alma sofrida, coração aberto, com lágrimas correntes.

Não editei, não avaliei ou critiquei. A perfeição dos sentires anulam qualquer imperfeição técnica.

Deixa-te ficar em mim

Como acondicionar a saudade mortal?
Onde guardar este sentimento ferido?
Será possível fazê-lo sem aniquilar as memórias?
Deixa-te ficar em mim, então.

Recordo-te como paisagens inebriantes.
Sorrio-te como um pôr-do- sol (com a certeza que amanhã voltas).
Choro-te no intolerável adeus.
Anulo-me na nossa inexistência.

Avivo o abraço despedido,
Eternizo a voz protectora,
Replico, palavra-por- palavra, o último olhar.
Despeço-me de ti sem nunca te largar.

 

*Sempre e para sempre*


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Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

4 Comments

  1. Eu escrevo o que sinto, o que me rasga por dentro e por fora. Digo que a escrita é o sangue quente a escorrer pelo corte. A palavra é a lâmina afiada a rasgar enquanto há carne.
    Gostei desse seu post, desse olhar para dentro-fora.

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