Músicas que me pertencem, amar sozinho. Texto inspirado pela maravilhosa melodia de Pedro Abrunhosa

Música: órgão vital do meu corpo, parte imprescindível da minha escrita.

Tenho várias playslists e, uma delas, é Pedro Abrunhosa. A sua voz, o timbre intimista, a melodia – tudo é maravilhoso. Mas o que hoje me empurrou à escrita foi a letra da música “Tudo o que eu te dou”.

O Pedro canta:

Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim
Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim

Eu escrevo:

Amar em reciprocidade é mesclar corpos, fundir sentimentos; é partilhar emoções, empatizar dores e orgulhos; é ser feliz somente pelo teu sorriso. É sentirmo-nos vivos, grandiosos, nos olhos que nos penetram – em amor.

Amar sozinho é tudo do avesso: é um corpo isolado a desejar o outro, recusado; são emoções recalcadas em silêncio; sentimentos abafados – proibidos de existir! -, é sentirmo-nos vivos a correr num labirinto sem fim, sem pontes para o exterior, sem saída.

Amar em solidão é teste de resistência, é crescimento, é… o que não queremos que seja.


Oiçam, sintam.

Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

Músicas que me pertencem | Amar sozinho
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