Não acredito em coincidências.

Acredito, sim, que os acontecimentos ocorrem numa sequência; que as coisas acontecem por uma razão. Não falo em destino mas em acreditar que energias atraem energias.

Neste artigo falei sobre o livro maravilhoso que estou a ler, sobre o impacto que um parágrafo teve em mim. Nessa mesma noite, na minha rotina de explorar os blogs e sites que sigo, deparei-me com um artigo da Sofia, que me despertou a atenção: ela recomendava “5 livros para quem escreve“.

Estando a atravessar uma fase complicada com a escrita *a minha Tinnitus atacou em força, levando-me à desmotivação completa*, ao ler o artigo, um dos livros despertou-me curiosidade: Big Magic, Creative living beyond fear de Elizabeth Gilbert (autora de Comer, orar e amar). No dia seguinte fui à livraria procurar por ele, para o folhear *para o sentir*.

Ao pedir ajuda à empregada da livraria para encontrar o livro, nem queria acreditar no que via: ela tinha na mão um exemplar! Mas era o último da loja, alguém tinha acabado de o reservar. Recomendou-me espreitar a prateleira de livros dedicados a escritores, no primeiro piso. Lá fui eu, claro; com paragens pelo caminho, afinal, tinha todo o tempo do mundo para estar na livraria *um sítio feliz*.

Chegada à prateleira, analisei a oferta e resumi a escolha final a estes três livros:27067729_1941911196058685_4019629407938613652_n

Sentei-me no cadeirão e, deliciada, folheei cada um dos livros; lendo alguns parágrafos aleatórios. Destes três, um viria comigo para casa. Mas qual?…

Como sempre, recorri ao Goodreads para ver a avaliação geral mas não influenciou: os três livros têm avaliação muito próxima (entre 3,96 e 4,31).

À primeira impressão, Stephen King estaria no topo da lista, tenho lido críticas muito positivas e o livro consta na minha #whishlist. Porém, eu procurava um livro de motivação, de histórias reais e conselhos, partilhas – o que On writing contém, mas o livro é misto de não-ficção e ficção. E eu queria apenas a primeira; preciso sentir proximidade com a realidade, com histórias de gente “verdadeira”.

Assim, excluí o On Writing (ou melhor: adiei a compra), e fiquei em dilema entre Being a writer e o Light the Dark: writers on creativity, inspiration, and the artistic process.

Folheei, li, escolhi, mudei de ideias,…

Não conseguia escolher um: senti o Dark in Ligh perfeito para as minhas necessidades mas fiquei apaixonada pelo Being a writer. Previsível o que aconteceu, não?… Pois, comprei os dois. *e estou oficialmente de castigo este mês: nem mais um livro entra cá em casa!*

Arrumei o Being a Writer na minha mesa da sala – fica tão lindo! – e comecei a ler o Dark in Light.

O escritor e editor Joe Fassler perguntou a 46 autores (um deles, Stephen King): “O que te inspira?”, que livro, excerto, poema, lenga-lenga,… teve impacto na vida destes seres-criativos?

Este livro é a compilação das respostas desses artistas. Histórias individuais, partilhas pessoais que são tão deles mas, ao mesmo tempo, tão fáceis de adoptarmos como nossas.

Estou quase a terminar o livro, completamente rendida. Adorei as respostas, adorei sentir tão perto e tão real o impacto que a leitura tem nas pessoas; o poder que, somente uma frase, pode ter na vida de alguém.

Irei, posteriormente, escrever sobre o livro, dar-vos uma espreitadela. Agora a intenção foi partilhar convosco o que me aconteceu – a sequência de eventos.

Como disse no início deste artigo: não acredito em coincidências. Acredito em energias e que, ao abrirmos os braços ao Universo, ele encarrega-se de nos mostrar caminhos. Mas para as coisas acontecerem temos de nos mover, claro, temos de avançar: ao nosso ritmo, nos nossos moldes; mas parar não é, nunca, opção.

Num livro maravilhoso – Night Train to Lisbon – li um parágrafo que me afectou intimamente. Desmotivada para a escrita *e no geral*, li um artigo que recomendava livros de motivação e criatividade. Fui à livraria pesquisar e saí de lá com um livro que reúne ambos os elementos: histórias de pessoas reais – escritores – que partilham pedaços de leitura que tiveram impacto profundo na sua vida, contextualizando no seu processo criativo.

Perfeito, não?

E vocês, caros leitores, têm experiências semelhantes? De precisarem de algo e, dando o primeiro passo, os eventos desenrolam-se a vosso favor?

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Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

0 Comments

  1. Destes livros que você citou no post, eu já li o ‘Big Magic’, e achei excelente. Ainda não li os outros, mas pretendo fazê-lo em breve! Desde já, fico muito grata pelas recomendações.
    Um livro que me deu insights maravilhosos nesse caminho da escrita foi ‘The Getaway Car: a Practical Memoir about Writing and Life’, da Ann Patchett, que está disponível no Kindle.

    1. Que boa recomendação, muito obrigada! É baratinho, já o coloquei no meu carrinho de compras 🙂
      Eu irei comprar o Big Magic e o In writing the Stephen King. Como disse no artigo estou a adorar o Light the Dark, não por me ensinar técnicas de escrita ou “receitas” de sucesso (como no Being a Writer) mas por me permitir acesso ao sentir de outros escritores, à influência que sofreram. Por me fazer sentir mais humana neste mundo da escrita – e não uma tresloucada que não sabe o que anda a fazer…

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