O artigo de hoje toma a forma de desabafo mas, também, de reconhecimento de mérito.

Ser blogger dá um trabalhão; quem o é reconhece-o (quem não, leia aqui uma amostra da nossa realidade). Ser escritor autopublicado, então, é emprego a tempo inteiro, com horas extras intermináveis. Aliando-o a um “real” emprego (o meu, com muitas extras), o cansaço pode ser *é* muito.

Para um escritor autopublicado trabalho não termina quando se publica o livro – processo bastante trabalhoso. Temos de fazer vingar o nosso trabalho, somos tudo no processo: autores, bloggers, agentes de publicidade, gestores,… E, mesmo sendo isto tudo, a visibilidade não é garantida.

O mês de Março começou e, fazendo uma retrospectiva ao meu ano, constato que nada fiz senão trabalhar: no meu emprego e na minha plataforma de autor (blog e redes sociais).

É certo que o Inverno cerrado que se vive em Inglaterra nos transforma em toupeiras mas, mesmo assim, há vida fora destas paredes. Da qual não tenho participado: priorizei a minha vida de ser-escrevente, vou dar tudo o que tenho para chegar à meta que delineei.

Para não me perder na minha desorganização mental, criei uma lista de afazeres. Ao colocar tudo em papel dei-me tréguas: é claro que algumas coisas tinham de ficar para trás! *pedi-me desculpas pela exigência*

Quais são, então, os (meus) afazeres de um escritor autopublicado:

Escrita

  • Escrever! (no romance, contos, devaneios,…)
  • Ler (por sanidade mental, prazer e, também, por aprendizagem)
  • Editar textos
  • Preparar os guest posts
  • Ler sobre processo de escrita, edição, dicas de escrita,…
  • Aplicar/experimentar algumas técnicas sugeridas nas leituras

Blog

  • Escrever dois artigos por semana
  • Escrever duas newsletters mensais
  • Pesquisar fotos para os artigos
  • Manutenção e upgrade do blog (têm sido horas)
  • Ler e, quando gosto/me identifico, comentar (esta tarefa diária é a última do dia, feita na cama, às vezes já com um olho a dormir)
  • Interacção com a gang dos Bastidores: emails, comentários no blog e redes sociais
  • Aprender a interpretar o google analytics e, eventualmente, ajustar a minha acção

Redes Sociais

Os Bastidores “só” marcam presença em três: Facebook, Pinterest e Instagram. Este tem estado adormecido: falta de tempo e ausência de vida pessoal/social – que bastidores da escrita partilho? A minha mesa de trabalho com pilhas de papéis das edições em curso? As canetas espalhadas, os cabos de carregadores pela alcatifa da sala, eu de roupão e cabelo desgrenhado?… Poupo-vos.

(Mas prometo: assim que este frio enregelante terminar, retomo a vida ao ar livre e partilho a beleza que os meus dias contêm)

Quanto ao Facebook, as tarefas são:

  • Três publicações diárias (a maioria, preferencialmente, agendadas em bloco na minha folga ou num momento de “repouso”)
  • Pesquisar fotos e links que se adequem à página dos Bastidores
  • Ter vida activa nas páginas que sigo (afinal, é isso que também espero)

Marketing

  • Ler sobre este mundo infindável, nomeadamente aplicado à Amazon, blogs e redes sociais
  • Aplicar as estratégias em publicidade orgânica e paga
  • Analisar resultados e ajustar
  • Seleccionar citações dos meus livros
  • Escolher fotos para as citações
  • Analisar resultados: vendas, novos seguidores do blog/fb, novos subscritores da newsletter,…
  • Experimentar as mesmas estratégias com outro conteúdo, mudar o conteúdo e manter as estratégias

Ser escritor independente é viver escrita, fazendo da plataforma de autor um lar acolhedor e cativante para os seus convidados

Se mudava alguma coisa? Não! Adoro.

Tenho dois empregos a tempo inteiro e, da escrita, tenho colhido frutos deliciosos. É saborear, tentar manter uma rotina sã (por muito que tente, ando sempre em maratonas) e sorrir.

Ser-escrevente, ser-viajante. Movida a música e cafeína. Inspirada por sensações, sentires e emoções (eternas e efémeras), amores e desamores.

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